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Quilombolas mostram artesanato e sustentabilidade durante Feira do Artesanato

Panelas de barro, cadeiras, mesas, artigos de decoração, produtos feitos com o conceito da sustentabilidade é o que os visitantes da 8ª Feira do Artesanato Mundial (FAM) e II edição da Feira do Artesanato Paraense, encontram no estande da Comunidade Quilombola Africa e Laranjituba, do município de Moju.

A comunidade – que tem como principal atividade econômica a produção de farinha e de açaí – trouxe para o Hangar sua tradição artesanal de 200 anos, repaginada com um conceito de sustentabilidade. “O artesanato está inserido no contexto cultural e social da comunidade. É como um cartão postal que atrai a atenção também para outros produtos, como a farinha, açaí, nossa paisagem para o turismo”, diz o artesão Magno Nascimento.

 

Além das peças artesanais, a comunidade também apresenta suas músicas, danças e a educação quilombola, que são formas de perpetuação da tradição. “Como nossa comunidade não tem recursos, as Feiras surgem como um espaço de marketing, dando visibilidade para o nosso trabalho, nossos produtos e consequentemente valorizando a nossa cultura”, enfatiza Nascimento sobre a importância do evento.

 

Todos esses aspectos (o artesanato, a musica, a dança) fazem parte de um projeto denominado “Quilombo Sustentável”, criado em 2008, com a participação de 20 famílias e que hoje já se somam 54, trabalhando e gerando renda com o artesanato sob o conceito da sustentabilidade, por meio do trabalho de “reutilização” de materiais como pneus, ferro, alumínio, madeira, entre outros, que depois se transformam em belas mesas, cadeiras, objetos de decoração, por exemplo. A renda desse trabalho gira em torno de R$ 10 a 12 mil, por mês.

 

No estande, em geral, o que tem mais saída são as panelas de barros que variam entre R$ 20,00 a R$ 150,00. Na edição passada das Feiras, o grupo faturou R$ 22 mil (em vendas diretas) e R$ 5 mil (vendas indiretas). Como agora já podem vender a prazo, a expectativa é que o numero das vendas indiretas – que são as encomendas – tenham um aumento significativo. Só esse fim de semana o estande vendeu pouco mais de R$ 3 mil. Dentro do espaço o visitante também pode comprar uma peça exclusiva a seu gosto. O produto é feito na hora.

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