Fam Brasil - Feira do Artesanato Mundial
Governador abre as Feiras do Artesanato Paraense e Mundial
Wednesday, 26 Jul 2017 15:06 pm
Fam Brasil - Feira do Artesanato Mundial

Fam Brasil - Feira do Artesanato Mundial

O governador Simão Jatene fez neste sábado (3) a abertura oficial da II Feira do Artesanato Paraense (Fesarte), promovida pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter). O evento ocorre até o próximo dia 11, em conjunto com a 27ª Feira do Artesanato Mundial (FAM), no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Mais de 450 artesãos participam do evento, entre eles 270 de 33 municípios do Pará, representando o Norte do país.

O evento reúne expositores de 15 países, entre eles Turquia, Índia, África do Sul, Bolívia, Egito, Quênia e Marrocos, além de 14 Estados brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Ceará e Mato Grosso. Para Simão Jatene, a FAM 2013 é um importante instrumento de troca de experiências e realização de negócios, além de uma vitrine para o setor artesanal paraense.

“O artesão tem uma característica fantástica. Ele opera com as mãos, mas, de fato, ele trabalha com o coração, o que marca o trabalho de cada um deles. Essa troca de experiência é sempre muito rica, porque ela permite que culturas distintas possam experimentar, vivenciar e conhecer traços particulares de cada uma delas, além de permitir que a nossa gente, nosso povo, tenha acesso ao que é produzido aqui e o que é produzido em outros Estados e outros países”, disse o governador.

Para ele, todo e qualquer mecanismo que permita a geração de emprego e renda, sobretudo proporcionando a capacidade de realização profissional, é sempre um ganho para a construção de uma sociedade melhor. “O Estado inteiro está aqui, cada um mostrando a sua arte, cada um mostrando a sua criatividade e, sobretudo, trocando experiências e permitindo que o nosso Pará possa cada vez mais se preparar para enfrentar seus grandes desafios, que são a pobreza e a desigualdade social”, afirmou.

Simão Jatene destacou como resultado positivo da feira a história da artesã Renata Gonçalves, que do evento em 2012, ainda em uma primeira experiência. Depois disso, a jovem conseguiu montar uma pequena empresa, chamada Tu Crias, da qual retira sua renda. “Minha empresa começou quando comecei a fazer trabalhos com cadernos artesanais. A primeira feira de que eu participei foi a FAM, e ela me impulsionou, pois possibilitou a exposição do meu trabalho. Daí em diante, a empresa foi crescendo e sendo conhecida, criando uma clientela. Agora, tenho outros produtos e já passei para a linha de personalização com foto e tudo o que o cliente pedir”, conta.

Além de Ranata, outros artesões paraenses aproveitam a FAM para divulgar o seu trabalho, como é o caso da Egecina Brandão, de Abaetetuba, no nordeste paraense. Trabalhando há seis anos com miriti, ela levou para o evento diversos utensílios feitos com o material. “Estamos trabalhando com o artesanato de miriti, como brinquedos e bijuterias, e temos também as decorações e mobiles, com desenhos de araras e bonecos com o símbolo da região da Abaetetuba. As peças custam a partir de R$ 15” detalhou.

A diretora da Feira do Artesanato Paraense, Atenilda Alencar, disse que o público esperado é de 80 mil pessoas. Este ano, outros municípios foram incluídos na programação, como Oriximiná e Marabá. “Os artesões paraenses que participam dessa feira são usuários do programa do artesanato paraense, que é uma política pública do governo do Estado direcionada ao artesão loca. Tem como missão principal capacitar o artesão e inseri-lo no mercado de trabalho, no mercado de comercialização”, observou.O secretário de Estado de Trabalho, Emprego e Renda, Rodivan Nogueira, disse que, além da geração de renda, a FAM tem uma importância muito grande para a economia local, não só para municípios de onde se originam os artesões, como também para Belém. A expectativa é movimentar, com a comercialização, R$ 400 mil. “Com uma feira como essa, o governo quer proporcionar aos artesões um incentivo e capacitação, para que no futuro esse comércio cresça não somente aqui, mas também nacional e internacionalmente”.